#2: Parada Gay

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  • Miguel Nakajima Marques

    Um exemplo que ilustra bem a importância de conscientizar as pessoas da existência de um dado grupo social (como os LGBTs e os evangélicos):
    Durante a visita a um açougue para comprar carnes para um churrasco, perguntamos para o açougueiro se eles vendiam carne de soja ou hambúrgueres de soja.
    Depois de dizer que eles não vendiam esse tipo de produto, o atendente quis saber o motivo pelo qual estávamos procurando aquilo. Ao dizer que um de nossos amigos é vegetariano, o açougueiro prontamente respondeu:
    “Pessoas vegetarianas não existem! Isso é coisa que a mídia inventa e enfia na nossa cabeça!”
    Mesmo depois de apresentar o nosso amigo vegetariano ao atendente descrente, ele continuou a dizer:
    “Você não é vegetariano. Vocês estão me pregando uma peça! Eu tenho certeza que isso não existe!”
    Essa situação mostra como certas pessoas vivem fechadas dentro de uma bolha onde tudo que não faz parte do dia a dia delas entra automaticamente na categoria de “folclore”.
    Muitas pessoas não tem contato recorrente com pessoas abertamente LGBTs ou nunca foram expostas a esse tipo de realidade. Para esse tipo de gente, a parada LGBT funciona como um primeiro contato com essa cultura, pois ao virar notícia e ser comentada nos jornais e meios de comunicação, mostram como pessoas são uma realidade.

  • Adriano Marinho

    Vim aqui deixar meus dois centavos, mas primeiro: adorei o programa, Adriano e Danilo, e fico feliz que o Adriano concluiu o raciocinio mesmo apos a sirene. Semana passada o Danilo ficou sem a conclusao e a coisa toda ficou muito brusca. (Alerta: essa eh a minha opiniao, nao a verdade universal)

    Sobre o tema, concordo com o Adriano que o tema pegou no inconsciente coletivo e ser preconceiutoso nao eh bem visto, porem, ainda temos muito a ser feito. Sou gay e reconheco que as coisas agora sao melhores do que ha 11 anos quando eu tinha 18 anos, mas porra, tem tanto preconceito ainda. Tanto lgbt apanhando na rua, sendo expulso de casa, sendo constrangido no trabalho. E nao pensem que eh so no Brasil nao, eu moro na Australia e, apesar de ser muito mais tranquilo que no Brasil, ja ouvi cada historia horrivel que nunca pensei que ia ouvir aqui. (Exemplo: amiga minha abrigando amigos da filha pq os pais os expulsaram de casa por eles serem gays). Inclusive ja ajudei pelo menos dois alunos lgbt que estavam passando por problemas e conseguiram se aprumar na vida depois aqui =)

    Como o Danilo disse, quando a gente tava no ensino medio, raramente via um homossexual assumido. No meu caso, na minha escola, so os afeminados nao conseguiam disfarcar e eles sofriam um bullying desgracado tb. Hj a coisa ta mudando e aqui na universidade eu vejo jovens de 17 anos (tenho 29) que se assumiram (e se assumem) cada vez mais cedo e seguros de si. E isso eh maravilhoso. Se no passado eu me escondi, hj acredito que quem eh seguro de si tem que gritar e se fazer ouvir pra proteger e incentivar quem nao eh.

    Como bem disse um amigo meu, as coisas mudaram e vao mudar ainda mais, mas nao podemos baixar nossa guarda. Os retrogrados e preconceituosos sao passado, SAO DINOSSAURO, e nos somos METEORO.

    • Miguel Nakajima Marques

      Pensando nessa situação que você citou de pais expulsando filhos por saírem do armário, algo que foi falado no episódio e que vejo na prática é o medo dos casais grávidos que seus filhos / filhas se declarem não-hetéros cis binários (ou seja, meninos que nasceram meninos e que gostam somente de meninas OU meninas que nasceram meninas e que gostam somente de meninos).
      É quase como se fosse mais fácil aceitar um filho criminoso do que um filho homossexual / não-hétero cis binário.

    • Adriano Marinho

      Mas o pior que eh mesmo. Quando vc nasce trans o nivel de complicacao (e preconceito) eh ainda muito maior.