#12: O que é arte?

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  • Hugo Carlos

    O que é arte? Arte é tudo que humanos criam.

  • Juan Pablo

    Achi que as definições dadas na conclusão do programa são mais adequadas para definir “o que é uma boa arte”.
    Seguindo o conceito de que arte é uma coisa definida pelo autor como arte, e percebida como arte por um público, então a caricatura do Didi que é vendida na rua seria sim arte. Dá mesma forma, os cães jogando poker também seriam.
    A diferença nesses casos é que seriam repetitivas, sem graça, com poucas referências e ruins.

  • Hugo Carlos

    Porra, vocês deram a entender que está tudo bem em ser Catalão na Espanha e que falta sentido à vontade de separar? Devo estar falando uma grande merda, mas eu acredito que se eu sofresse preconceito por conta da minha nacionalidade dentro do Estado em que eu vivo, e os perpetradores desse preconceito deixassem claro de que esse preconceito era contra minha nação, eu não iria ficar satisfeito de ficar subordinado à essa relação abusiva, já indicada por conta da nacionalidade. Querem meu couro, meu sangue, mas não minha presença? Porra, separar parece um caminho, mesmo que traga a fragilidade econômica. É o caso em diversos lugares da Europa e entre diversos povos do continente africano em que os europeus foram organizar fronteiras à revelia dos povos que vivem naqueles territórios, de modo que até hoje há contínuos e barbáricos conflitos, a meu ver impossíveis de pacificação em torno da organização social imposta no momento.

  • Dair Biroli

    A arte não seria algo contra-cultural? ao invés de fazer parte da cultura. No que eu entendo a arte está em um grupo a parte da cultura. A arte é um elemento de fora que vem para distorcer e transformar a cultura, a realidade. Eu não entendi ligação que vocês fizeram, ficou um pouco vazio. Mas o podcast está legal. Abs!

    • Diego Perez

      Não. Cultura, sociologicamente falando, é toda produção humana que vai de técnicas de cultivo a criação de entretenimento. A arte pode ser contra os valores culturais como também pode reafirmá-los.

      “A arte é um elemento de fora que vem para distorcer e transformar a cultura, a realidade”. Ao contrário, como diz Derrida, a linguagem (e arte, nesse caso) possui em si mesma os germes da sua própria desconstrução.

    • Dair Biroli

      Entendi. Muito obrigado pela resposta Diego. Eu entendo que a arte reafirma “valores culturais. Mas “valores culturais” e cultura são coisas distintas também. Mesmo lendo sobre isso, muitas vezes não entendo as camadas em que cultura e arte se relacionam. Se a arte vive dentro da cultura, ou se a “arte e cultura” são coisas separadas. Tanto que sua resposta faz sentido em ambas visões.

  • MarcusVss

    Parabéns pelo programa. Acho que, dos temas mais complicados, esse foi o mais didático.

  • Pedro P. Bocca

    Sobre o comentário do Adriano em relação à Catalunha, eu tendo a concordar com ele na ampla maioria dos casos – mas não na questão da Catalunha. A formação do Estado espanhol é fruto da anexação forçada de outros povos (bascos, catalães, etc.) sob a égide da Coroa, representada por Madrid. Vai um pouco além do idioma e das fronteiras territoriais só, tem a ver com a própria auto-determinação destes povos e é uma questão histórica. Especialmente os catalães e os bascos tem movimentos fortes de separação (que não deve ser confundido com segregação, são coisas muito diferentes e ficou confuso no comentário do Adriano) porque se sentem colonizados, se sentem invadidos por uma potência mais rica e mais forte, que ocupa seu território. É mais ou menos o que motivou também a guerra de separação da Irlanda, a fundação do IRA, e etc. por lá.

    Neste caso da Espanha é uma situação muito complexa, porque é um processo de séculos e que já foi naturalizado, o que trás uma disputa no interior mesmo das sociedades “colonizadas”. Pra ficar num exemplo sempre citado no podcast que é o futebol, na Catalunha os dois principais times (em torcida e tradição) são o Barcelona e o Espanyol, que não tem este nome por coincidência, assim como não sustenta uma coroa (literalmente) em seu distintivo por razões estéticas. Os dois clubes são reflexos da disputa política no interior da Catalunha, que vem bem antes do governo Franco e é a base das relações político-econômicas daquele território (o mesmo pode ser aplicado no País Basco com o Athletic Bilbao e a Real Sociedad, na Escócia com Celtic e Rangers, e por ai vai – vale um Debate de Bolso só sobre política e futebol, hehe).

    Neste caso então o processo de separação não é fascista, mas, pelo contrário, um reflexo da luta social da Catalunha em tanto tempo que, finalmente, após ter um fortalecimento político e econômico se viu em condições de lutar pela sua autodeterminação, que é legítima tanto sob o Direito Internacional quando se pensarmos em uma perspectiva de luta social. Enfim, teria até mais coisa pra escrever sobre isso, mas vou esperar o Debate de Bolso sobre o tema, já que foi prometido.

    Abraços e sigam com o bom trabalho!

  • Gustavo

    Ótimo programa! Tópico bastante ácido e complexo, mas vocês conseguiram expor bem as suas opiniões sobre o que é arte ou não.

    Mas, um ponto sobre toda essa polêmica que estou sentindo falta de discussão em todos os veículos que ouvi,vi ou li é o fato de que não importa se é pessoas nuas e quadros retratando sexo são ou não arte, o que gostaria de ouvir uma discussão de alto nível é:
    1 – Deveria haver dinheiro público nessas exposições? A arte não deveria ser uma expressão de um povo? E, se este povo vê valor nessa arte, a mesma precisaria mesmo de dinheiro público?
    2 – Crianças deveriam ser levadas por professores ou terceiros a estas exposições? Mães e pais são responsáveis pela criação dos seus filhos, mas o que vocês achariam a respeito de outras pessoas levarem os seus filhos (digamos que de 5 anos) a exposições onde esse conteúdo é exposto?

    • Lucas

      Na verdade, algumas obras me recordam a fábula da “nova roupa do rei”, em que existiria um tecido que só os inteligentes poderiam ver. Algumas pessoas “conseguem” ver a roupa, apenas para não serem classificadas como bits, quando na verdade não existe tecido algum. Seria um bom debate.

  • This is ridiculous man

    Man, this is ridiculous